(TEXTOS DA EBD)
Crentes homofóbicos: Uma invenção homossexual?

 

    • Amiga: Então Gu, estou meio desviada da igreja, querendo voltar, mas não quero terminar o meu namoro.
    • Gustavo: Mas qual o problema do namoro? Ainda que esteja numa vida sexualmente ativa, nada te impede de colocar isso diante de Deus e ainda levar ele na igreja...
    • Amiga: Bom, o problema é que não é ele...
 
Em uma amizade íntima de mais de 2 anos, nunca imaginaria que minha melhor amiga era lésbica. Lembro-me bem de nossas conversas espirituais, como orávamos um pelo outro, nos aconselhávamos e tínhamos sonhos com missões. De fato, sempre acreditei (e acredito) que ela era uma verdadeira cristã, alguém que possuía o Espirito Santo.
Levei um choque quando ela me revelou sua orientação sexual, e uma série de confusões tomaram minha mente. Existe uma diferença entre analisar cruamente uma pessoa distante de você e uma pessoa que você ama. Todos os textos bíblicos sobre homossexualidade defendidos de maneira fundamentalista se viram confrontados pela experiência de amar uma homossexual. Conversando mais sobre isso, ela me disse de quantas vezes os “crentes” tentaram expulsar o demônio dela nas igrejas quando ela confessava essa fraqueza. E, em um outro dia, quando estávamos ela, sua namorada e eu em um shopping, começaram a me contar sobre diversas descriminações que sofreram de cristão. Por exemplo uma vez que do nada um homem as viu de mão dadas e, sem mais ou menos, exclamou: “Credo, vá ler a bíblia!”.
 
Comecei então a questionar, estudar um pouco sobre as igrejas dos homossexuais, sobre as distorções feitas por estas e os exageros pelas mais conservadoras. De repente, o texto de Romanos 1, tão usado para a condenação, foi-me mostrado de maneira diferente. Recordei-me de uma interpretação feita por um professor de psicologia na faculdade de teologia. O texto é conhecido, é quando Paulo condena as práticas homossexuais. Mas não, não é isso que o texto fala. O texto não é uma condenação aos homossexuais, pelo menos não apenas aos homossexuais. Vejamos uma parte ignorada e fundamental deste texto, que segue no capítulo 2:
 
“Portanto, você que julga os outros, é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas.” (NVI)
 
O detalhe interessante é que Paulo fala não apenas dos homossexuais, mas dos homens que rejeitando o conhecimento de Deus se tornaram (Vs. 29-32): “...cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância, e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano, malícia...(assim por diante).” Ou seja, Paulo está condenando a quem? Atodos os seres humanos, pois todos afastados de Deus recebem sobre si pelo menos um dos adjetivos do texto. Desta forma, este texto não condena o homossexual, como querem alguns, mas a todos os homens. Sendo assim, somos indesculpáveis quando julgamos, pois estamos incluídos entre os dignos de condenação. Contraditoriamente, o texto tão usado para julgar, é um texto que julga o próprio juiz! Quer dizer, os cristãos que usam esse texto para julgar um tipo de atitude, se condenam por meio do capítulo 2 que diz que também são indesculpáveis. Todos estão debaixo de pecado, todos são culpados! Por isso que Romanos começa em uma primeira parte falando da depravação do homem, e na segunda, da necessidade e exclusividade da salvação pela fé.
“Eu não odeio os homossexuais, Deus os odeia!” dizia um cartaz levantado por uma americana. Se isso não for uma atitude de ódio, do que é?
A igreja, em sua categorização de pecados, em seu ar de superioridade, exclui pessoas que já são bem oprimidas pela sociedade. Aquela que deveria ser a transmissora da graça e da aceitação de Deus; da tolerância e do diálogo amoroso; têm transmitido arrogância e sendo, desculpe a ambiguidade, desgraçada!
Obviamente alguém, com pouca fé na transformação gerada pela graça, pensará que esse tipo de atitude corromperia a igreja, e mais esse monte de baboseira que você já ouviu. Mas não é essa a experiência que, por exemplo, um John Burke (Proibida a entrada de pessoas perfeitas) descreve em sua igreja. A igreja de Cristo não tem o direito de se por como superior a qualquer pessoa por qualquer pecado, pois é formada por um bando de pecadores; e pecadores aceitos por Deus. Temos que ter a consciência de que adescriminação surge no contexto cristão por meio da valorização de pecados, onde um se torna mais “escandalizador” que o outro. Desculpe-me, mas existe sim homofobia na igreja, algo que sei que o próprio Deus reprova.
A igreja é um hospital para pecadores, pessoas doentes, como eu, como você, como esses pastorezinhos da mídia que ficam condenando e condenando...É aberta a todos, fumantes, bêbados, drogados, homossexuais, pedófilos, pornográficos, adúlteros. Sim, a todos esses que somos nós, miseráveis e necessitados da graça...
Se sim ou não minha amiga ainda é uma cristã, isto continua um enigma que só Deus poderá decifrar (embora eu creia de todo coração que sim), o que sei é que meu papel como cristão é aceitá-la, amá-la, e não fazer o que já fizeram em nome de Deus com ela...Que grande pretensão, mas que lindo seria a igreja cristã se remediar por toda a opressão que derramou sobre as pessoas; que lindo seria uma igreja cheia de pecadores sinceros e que abertamente poderiam confessar suas fraquezas; que grande pretensão, mas sei que é uma pretensão necessária. Um evangelho velho para um cultura nova!

Gustavo Arnoni

 Homossexualidade Animal

 
O Comportamento Animal tem sido o alvo de estudos há muito tempo. Cientistas procuram compreender o comportamento humano através do comportamento animal. O campo que estuda o comportamento animal é a Etologia.


 

Mais recente, vários cientistas começaram a buscar respostas ou pistas sobre a homossexualidade humana em outros animais. Eles observaram “comportamento sexual“ entre indivíduos do mesmo sexo em diversas espécies. A partir dessa observação, concluem que a homossexualidade é algo normal, visto que é algo “natural”, pois os animais agem por instinto, e se eles tem o instinto pra se relacionar com um outro semelhante do mesmo sexo, logo está tudo certo pra todas as espécies agirem da mesma forma.


 

E os animais e o seu comportamento são realmente muito interessantes. Outros comportamentos curiosos a respeito do Mundo Animal são o caso de várias espécies praticarem o infanticídio e o canibalismo de forma rotineira. Muitas espécies não tomam cuidado com os animais mais velhos/idosos de seus grupos, rebanhos. Até mesmo o “estupro” pode ocorrer no Reino Animal. Outros são espécies monogâmicas. E assim vai: o Criador com muita sabedoria fez tudo de maneira multiforme, e viu que tudo isso era bom.


 

Mas a cognição dos animais não-humanos é muito diferente da nossa. Os instintos são controlados por estímulos. Por exemplo, uma ovelha no cio aceita que o carneiro copule com ela, ela se comporta de modo a aceitar a monta. Se ela não estiver no cio, ela não aceitará. O mesmo ocorre com a cadela, com a gata e com outras espécies. Os animais são estimulados por cheiros, pela visão, pelo som, pelo toque e pelo sabor. São muito influenciados pelos cinco sentidos.


 

Os felinos tem o instinto de caça muito aguçado. No caso de alguns felinos, esse instinto pode levar ao extremo do infanticídio. Imagine uma “mamãe felina” com seus filhotes. Ela tem o instinto materno, mas o instinto de caça continua lá também. E como os filhotes se parecem com caça: são pequenos, andam desnorteadamente e cambaleantes produzem sons semelhantes. E, em alguns felinos, as fêmeas cometem infanticídio dos próprios filhotes.


 

Em hamsters, o canibalismo é algo marcante. Acredita-se que as fêmeas consigam reconhecer filhotes que possuem algum problema e por isso o fazem. Ou em casos em que o alimento é escasso e/ou a fêmea não tenha reservas energéticas para alimentar a prole, ela também o faça.


 

Eu já tive a infeliz oportunidade de ver e ter que ajudar uma ovelha que, aos olhos humanos, estava sendo "estuprada". Ela estava amarrada em pé para que um procedimento fosse realizado e o lote de machos do rebanho escapou da baia onde estavam. Os machos ficaram montando na ovelha seguidamente, visto que ela não podia fugir, até que chegamos para espantar os machos dali. Os machos seguiram apenas o instinto deles.


 

Já outros animais apresentam um comportamento incrível na minha opinião: a monogamia. Nesse grupo pode-se citar a arara, o castor, o cisne, o corvo, o ganso, o pingüim, entre outros. São animais que mantém apenas um parceiro durante toda a vida.


Agora, em relação à homossexualidade, alguns cientistas ponderam que esse termo não é adequado de ser usado para descrever o comportamento animal, visto que é uma característica humana. Ninguém sabe a real motivação do porque um animal mantém algum tipo de estimulação ou relação sexual com outro de mesmo sexo, apenas interpreta-se isso como um comportamento homossexual. Deve-se ressaltar que experimentos que observam o comportamento “gay” animal não observam o animal durante toda a sua vida, apenas por uma parte dela. Os cientistas também observam que, na maioria das vezes, os animais não apresentam um comportamento estrito homossexual: durante períodos eles se comportam como “homossexuais”, mas também apresentam comportamento “heterossexual”. Em outros casos, os animais têm esse tipo de comportamento para mostrar a dominância de um indivíduo dentro de um grupo. Em outros, serve para a “preservação” do patrimônio genético de um animal.


 


O caso do Peixe-Mexerica (Etroplus maculatus) é um exemplo peculiar: o comportamento de relacionamento entre o mesmo sexo ocorre porque as diferenças entre os sexos opostos são muito pequenas, então os peixes acabam se “confundindo”. Até mesmo os criadores têm dificuldades em diferenciar o gênero nesses animais.


Já os Bisões Americanos e também os cães podem usar esse comportamento para mostrar quem é “macho dominante” e montar em outros machos. E geralmente os que são submissos, não necessariamente “gostam” do que acontece, eles tentam se livrar do ato.


Outro caso que pode ocorrer entre cães machos é quando um macho se encontra com uma fêmea no cio: ele acaba ficando impregnado com ferormônios, com o "cheiro" da fêmea em cio. Caso esse cão "impregnado" se encontre com outro cão macho, esse outro pode tentar montar neste, achando que ele é uma "fêmea no cio". Logo, não pode ser considerado como um comportamento homossexual, mas sim a manifestação do instinto reprodutivo do animal, nesse caso sendo estimulado pelo olfato. Cães que tem contato com uma fêmea no cio, mas que não consumam o ato sexual, podem tentar consumar o ato com a primeira coisa que virem em sua frente, desde uma almofada até com a perna de uma pessoa!


Em vacas e em outros ruminates, as femeas que apresentam cio são montadas por outras vacas que estão próximas a ela. Isso se deve aos ferormônios que as fêmeas liberam, que estimulam o instinto dos outros indivíduos e fazem com que manifestem esse comportamento.


 


 

Os macacos Bonobos (Pan paniscus) são uma das espécies mais estudas nesse campo. Considerados como “macacos hippies” pelo comportamento de “sexo livre”, os indivíduos estimulam sexualmente parceiros semelhantes em gênero. Mas alguns cientistas ponderam que isso se dá como forma de resolver conflitos, ou até mesmo como uma punição de um indivíduo dominante, e não como um comportamento sexual que visa o prazer mútuo.


 

Mas o ponto que eu acho até engraçado é: por que querer admitir que a homossexualidade seja algo normal baseando-se na etologia e não admitir outros comportamentos, como a monogamia, o infanticídio ou o canibalismo como certos também? Qual a motivação de usar esse filtro? Que ciência viciada é essa? Eu nem me assusto quando descubro que a maioria desses cientistas são homossexuais. Será que esses cientistas consideram o infanticídio e o canibalismo como algo que deve ser praticado? Ou então a monogamia? Esse sim devia ser praticada, mas o meio cientifico de maneira geral considera que a nossa espécie não é monogâmica, e se baseia para isso em espécies poligâmicas.


O Comportamento Animal é área de estudo da Biologia e Zoologia. Já o Comportamento Humano, pertence à Psicologia e à Filosofia. O Comportamento Animal não é regido pela Moral, mas o nosso o é. E muitas vezes a motivação por trás do interesse científico em buscar e achar respostas para a homossexualidade é apenas uma forma de tentar justificar um ato que fere e deturpa a Moral. E isso se chama ciência-ruim. A ciência não pode ser compromissada com pensamentos e ideologias, e sim com ela mesma. Caso ela seja compromissada com algum tipo de ideologia, ela será viciada e tendenciosa, como a maioria dessas pesquisas o foram.


A bíblia diz em Levítico 18:22 que a relação sexual entre pessoas do mesmo sexo é algo abominável perante o Senhor. Deus ama o homossexual e o quer libertar da vida que ele leva, mas Deus não ama o comportamento homossexual. Da mesma forma, Deus ama o mentiroso, mas odeio a mentira. Ama o ladrão, mas repugna o roubo. A homossexualidade humana não é algo natural, não possui base genética para isso. É um comportamento, e que há recuperação sim, existem vários ex-homossexuais. E falar que o homossexualismo é algo normal, natural e aceitável porque os animais o fazem é o mesmo que dizer que o infanticídio, o canibalismo e o estupro é algo natural e aceitável, o que não são. E considerar alguns comportamentos animais em detrimento de outros é ciência-ruim, ciência viciada: logo, não é ciência.


A Sociedade atual caminha a passos largos em direção a uma nova Revolução Sexual: dessa vez visa afirmar que a homossexualidade é algo natural e que deve ser aceita sem questionamentos. Cabe a nós repensarmos o tema, debatê-lo de forma aberta e respeitosamente. E também buscar respostas de forma adequada, fazendo ciência de qualidade.

 

Edgard Franco Gomes